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Manaus • Tempo RealCenários do SGB e do Inpa indicam cota mínima entre 13 e 16 metros neste ano. No pior caso, seria a terceira maior seca da série histórica, atrás só de 2023 e 2024.
O Rio Negro pode chegar a uma cota mínima entre 13 e 16 metros em Manaus neste ano, segundo cenários do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). No cenário mais favorável, a vazante ficaria entre as dez maiores já registradas. No mais severo, seria a terceira maior da série histórica, atrás apenas das secas extremas de 2023 e 2024.
Em 1º de setembro, o rio marcava 24,09 metros no porto de Manaus. Em agosto, o nível caiu 3,16 metros, e a queda acumulada desde o pico do ano chegou a 4,32 metros. Os pesquisadores destacam que a descida em agosto superou as médias históricas e acompanhou o padrão de 2023, quando o rio chegou a recuar de 3 a 3,5 metros só no início de setembro.
Por isso, a primeira quinzena de setembro foi apontada como decisiva para definir qual cenário vai se confirmar. O contexto regional também preocupa: em Barcelos, no Médio Rio Negro, os níveis ficaram fora das faixas normais, e em Roraima os rios monitorados estavam nos menores níveis para a época.
A previsão de El Niño reforça o alerta. O fenômeno deve reduzir as chuvas até o primeiro trimestre de 2027, o que pode atrasar a recuperação dos rios para dezembro. A Defesa Civil municipal participou, em 1º de setembro, da reunião de alerta com o SGB e o Inpa para coordenar informações e planos de contingência.
Os números acima são de 1º de setembro; a cota atual deve ser conferida nos boletins do SGB.
Fonte: Portal Valor Amazônico, com dados do SGB e do Inpa.
