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Manaus • Tempo RealAlta de 54% sobre 2025 nos focos de fogo. Medições em Compensa e Parque 10 superaram em muito o limite recomendado pela OMS, segundo levantamento da UEA.
De 1º de janeiro a 16 de setembro, o Amazonas registrou 4.496 focos de queimadas, alta de 54% sobre os 2.922 do mesmo período de 2025, segundo dados do Inpe. Segundo a reportagem, os incêndios têm origem a leste e nordeste de Manaus, em áreas do Amazonas e do Pará.
A fumaça chegou à capital. Medições do sistema Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registraram 129,5 µg/m³ de partículas no bairro Compensa, na zona oeste, e 125,6 µg/m³ no Parque 10, na zona centro-sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o máximo de 15 µg/m³ na média de 24 horas.
Moradores relataram dor de cabeça, náusea, cansaço e ressecamento do nariz. A combinação de fumaça, temperaturas acima de 37°C e falta de água em oito bairros, atingidos por um rompimento de tubulação segundo a reportagem, aumenta os riscos cardiovasculares e respiratórios. A Águas de Manaus é citada como fonte sobre o abastecimento.
Fonte: Racismo Ambiental (18/09/2026), com dados do Inpe e do sistema Selva/UEA.
