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Manaus • Tempo RealComo os data centers estão evoluindo para sustentar a inteligência artificial com eficiência, escalabilidade e sustentabilidade. Coluna de Jaisson Tallison, com base em e-book da Futurecom Digital.
Por trás de cada modelo de inteligência artificial que responde perguntas, gera imagens ou analisa dados existe uma infraestrutura física que raramente aparece na conversa: o data center. Segundo o e-book "Data centers para IA: arquitetura, escalabilidade e desafios computacionais", da Futurecom Digital, publicado em 01/06/2026, essas instalações passam por uma "revolução cognitiva" e deixam de ser simples salas de servidores para funcionar como "usinas de inteligência e supercomputação distribuída".
Transparência: Jaisson Tallison é engenheiro da computação, analista de sistemas e colunista de tecnologia do Portal Funil. Esta coluna se baseia no material da Futurecom Digital.
Uma nova arquitetura
Sustentar a IA exige uma arquitetura diferente da dos data centers tradicionais. O material destaca racks de alta densidade e refrigeração líquida, além do uso de GPUs e TPUs, processadores voltados ao treinamento e à execução de grandes modelos de linguagem.
Escalabilidade e eficiência
Treinar modelos cada vez maiores exige crescer sem perder eficiência. Por isso, o e-book trata a eficiência energética e a integração de fontes renováveis como parte central do projeto desses ambientes, e não como um complemento.
Soberania e segurança
Outro ponto é o controle sobre onde os dados ficam e quem pode acessá-los. O material aborda a soberania de dados e modelos de segurança baseados em zero trust, em que nenhum acesso é considerado confiável por padrão.
O que vem a seguir
O e-book também aponta como tendência as infraestruturas autônomas e quânticas. É um conteúdo voltado a gestores de TI, empresas de tecnologia, indústrias, pesquisadores, startups e provedores de nuvem que buscam escalar o treinamento de modelos de IA.
Minha leitura
Como engenheiro da computação e analista de sistemas, o que mais me chama a atenção é que a conversa sobre IA costuma parar na tela: o chat, o aplicativo, a resposta pronta. Quem trabalha com sistemas sabe que toda camada de software existe em cima de uma camada física, e que gargalos aparecem ali primeiro. Treinar e rodar modelos grandes é um trabalho de paralelismo massivo, e isso concentra muito calor e consome muita energia em pouco espaço. É por isso que refrigeração líquida e racks de alta densidade deixam de ser detalhe de engenharia e viram decisão estratégica.
Também vejo a sustentabilidade como uma questão de projeto, não de imagem. Um data center que escala sem pensar na origem da energia e no consumo por operação transfere o custo para a conta de luz e para o ambiente. Quem projetar com eficiência desde o início vai ter vantagem competitiva, não só reputacional.
A soberania de dados, por sua vez, tem um lado prático que interessa a qualquer empresa: saber onde os dados ficam e sob qual legislação. Para o Brasil, e para regiões como o Norte, a pergunta que fica é quanto dessa infraestrutura vamos ter perto de nós e quanto vamos continuar alugando de fora.
Em resumo: a IA não é só software. Ela depende de energia, refrigeração, rede e segurança, e são esses fatores que definem até onde os modelos conseguem chegar. Quem entender isso primeiro toma decisões melhores, seja ao contratar nuvem, montar uma equipe ou planejar um investimento.
Fonte do material-base: Futurecom Digital, "Data centers para IA: arquitetura, escalabilidade e desafios computacionais" (01/06/2026).