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Frota de elétricos e híbridos na capital passou de 7,6 mil unidades, segundo a ABVE. No Amazonas, os emplacamentos de eletrificados cresceram 169% em dois anos, aponta o Detran-AM.
A frota de veículos elétricos e híbridos em circulação em Manaus e na Região Metropolitana já passou de 7,6 mil unidades, o que dá à capital a liderança isolada do segmento na região Norte, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O avanço é puxado por motoristas de aplicativo e por consumidores que buscam sustentabilidade e economia.
Dados do Detran-AM mostram o tamanho da mudança: o Amazonas tinha pouco mais de 2,7 mil veículos eletrificados emplacados em 2024 e chegou a mais de 7,3 mil registros em 2026, alta de 169%.
Para Alexandre Matias, motorista há oito anos e presidente da Associação de Motoristas do Amazonas, a troca do carro a gasolina pelo elétrico trouxe previsibilidade financeira a quem vive da direção e está acostumado com a instabilidade no preço dos combustíveis.
Nas vendas, o levantamento da ABVE aponta crescimento contínuo desde 2022, quando foram comercializadas 459 unidades no estado. Em 2025, o total chegou a 2.863, uma alta acumulada de 523%. Nos dados mais recentes de 2026, o Amazonas é o segundo maior mercado do Norte, com 405 unidades vendidas, atrás do Pará, com 453.
Cleverson Nogueira, gerente comercial de uma concessionária de Manaus, diz que o elétrico "deixou de ser nicho e acompanha a expansão nacional", com vendas até 146% maiores do que em anos anteriores. Segundo ele, os elétricos já representam de 15% a 16% do mercado brasileiro. Ele afirma que a troca da gasolina ou do etanol pela energia elétrica pode reduzir os gastos em até 70%: quem gasta cerca de R$ 1 mil por mês com combustível pode passar a gastar em torno de R$ 200, recarregando em casa ou em postos credenciados.
O consultor financeiro André Torbey alerta que o benefício não é automático e depende da quilometragem rodada, da forma de compra e do regime tributário. No Amazonas, veículos elétricos pagam 50% do IPVA, o que reduz o custo anual. Por outro lado, o preço inicial mais alto e os juros do financiamento podem alongar o tempo de retorno do investimento, e há o risco de mudanças tributárias futuras sobre veículos importados. Fonte: URBNews, com informações do Toda Hora.